Foi Lançado neste dia 11 de julho no ginásio poli esportivo de Umarizal o Projeto Segundo Tempo, que terá entre as aulas que compõe o projeto, oficinas  de Teatro que será ministrada por nosso companheiro Jardeu Amorim que na ocasião foi representado por Emanuel Coringa e Ariel Quize, maquiando e entrando com alguns alunos do projeto em um desfile que simbolizava o inicio dos trabalhos. Bom trabalho para Jardeu e os demais professores que iram compor este projeto de grande importância para nosso município. Ai vai algumas fotos!!!  















Por Júnio Santos e Ray Lima

 Ao passar por entre tudo vi
Que o tudo não existe
Procurei dele fugir não pude
Fiquei alegre e triste


Adoçando a ilusão dos outros

Vou entretendo a ilusão que é minha
Nessa trilha de ilusão há ilusão

A vida abarca uma extensão infinda


Estamos em pleno mar. Arriscamo-nos no tempo incerto com a compreensão de que a maré não está para peixe, pelo menos em relação ao teatro e à cultura popular neste país, principalmente para nós do Movimento Escambo que vivemos longe das capitais e dos processos de distribuição dos parcos recursos destinados ao setor da cultura. Por isso nos deslocamos sem perder o sentido do nosso lugar, navegamos e remamos forte e em alguns momentos contra a corrente. Não é fácil. Porém, temos consciência de que devemos querer mais que as verbas restritas e insuficientes dos ministérios e das secretarias de cultura. Precisamos provocar encontros, e digo encontros que aprofundem o debate sobre os problemas da humanidade por um lado e do ser artista e praticante de arte em uma sociedade devastada pelo consumismo e por uma crise de valores gigantesca por outro. Como alimentar reflexões que nos levem a ações efetivamente coletivas capazes de mudar esse quadro desolador das políticas de migalhas, onde alguns recebem muito para fazer pouco e muitos ficam a ver navios ao pé do muro das lamentações entre seus iguais. Queremos expressar nosso descontentamento com tal conjuntura que massacra nossa arte, ao mesmo tempo em que demonstramos a alegria de ser artista e a partir de nossas práticas denunciar as mazelas do mundo e anunciar possibilidades de superação.

Despertai rueiros do Brasil! Ou tomamos as ruas e os espaços públicos ou seremos privatizados com eles, além de privados do direito de ir e vir, de criar livremente e expressar nosso sentimento de mundo.

O Escambo em Travessia tem, além da função de difundir uma experiência de duas décadas de luta, resistência cultural e reinvenção das práticas do teatro, da cenopoesia e outras formas de manifestação cultural no Nordeste do Brasil, o papel de provocar o desejo de outros grupos e movimentos a se movimentarem a partir de suas próprias forças.

Reune-se a esta função o desejo de tirar o pescoço da forca controladora e dominadora das políticas públicas impostas em forma de bolsas, consolos e editais que muitas e muitas vezes nos divide, nos oprime e nos conduz, de uma forma ou outra, a legitimar o que nunca existiu, não existe e jamais irá existir, se continuarmos a pensar da mesma forma que eles - os gestores burocratas ou burocratas gestores - nem pensam, legalizando suas ações nas instâncias desqualificadas que eles mesmos criaram.

E como podemos sair dessa esparrela? Como poderemos unir nossas forças, potencializar nossas vozes e valorizar nossos fazeres? Como pensar em agir de forma coletiva, unindo na mesma roda de diálogo gente, grupos e movimentos? Como medir nossa força, não pela quantidade de recursos ou apoios que temos ou que virá?

Nessa trajetória temos sentindo que há distância entre o que discutimos nos congressos e seminários e o que praticamos e que isso pode ser uma das causas que nos impede de maior envolvimento entre nós e nossas experiências. Nosso escambo não será medido pela quilometragem, nem pela quantidade - sempre irrisória – de recursos que captamos ou possuímos. Essa distância cruel já mora dentro de nós, esse sentimento reside na forma de organização dos grupos e movimentos fundamentadas pelas regras burocráticas, pela exigência de “mercado”, pela busca de uma estética-estática pensada em gabinetes e arregimentada para espaços fechados que não chegam às ruas, distanciadas do livre movimento do teatro que já é da rua porque nasce e vive nela, com bem diz Brecht.

Navegando pelas estradas esburacadas, comendo poeira nos inúmeros “pare-siga” que encontramos, escambamos dentro e fora da Kombi sonhos, dúvidas, lamúrias, vontade de revolução e desejo de encontrar outros e outras, parecidos ou diferentes de nós, ampliar nosso leque de relações com a qualidade necessária para seguirmos lutando e defendendo o acesso à arte e a vida com dignidade para todos.

E se tem fim esse caminho torto
Não me confiei conhecer ainda
Ou minhas passadas tão curtas se fizeram
Que me foi possível atingir o porto
Mas se tal porto é ponto de partida
Ou de chegada como queira o quero
Então não chego a sair do quarto
Apenas sinto a rotação do cérebro


Postado por Jardeu Amorim
Numa das paradas pra dormir, o Escambo em Travessia desembarca em Barbacena/MG e logo tem uma receptividade calorosa da comunidade. Em uma volta na cidade as pessoas faziam comunicação e deixam a equipe encantada.

Depois de Rediscutir o trajeto, foi apresentado o espetáculo o Casaco de Urdemales, sexta-feira, 14, às 10h, na Praça da cidade. Partindo de Barbacena, a travessia foi direto pra cidade de Congonhas onde passou a noite. Na manhã de sábado, 16, seguiu-se estrada pra Belo Horizonte chegando às 13h. Cada local uma vivencia diferente e renovada.
Fonte: ciranduis.blogspot.com
Em breve fotos da nossa vivência em BH.

Material de divulgação no Rio.
Continuamos na estrada. Saímos do Rio de Janeiro hoje (14) pela manhã e estamos na nossa primeira parada inusitada. Agora estamos em Barbacena – Minas Gerais e acabamos de fazer o reconhecimento da praça no centro da cidade, conversamos com alguns populares e Amanhã as 09:30hs apresentaremos O CASACO DE URDEMALES.

Depois partimos pra outra cidade que nem sabemos ainda qual é. Estamos querendo ficar já pertinho de Belo Horizonte, onde seremos recebidos no sábado pelo Terceira Margem (grupo local). Essas apresentações e as conversas com o povo é nosso exercício constante com o Movimento Escambo, e agora falamos ainda em ARTES PÚBLICAS DE RUA.

Em Aracajú: 

Nos Três Mercados:
Chegada na cidade

Entrando nos Mercados

Já o espetáculo "O CASACO DE URDEMALES"

Final do espetáculo
Intervenção Poética na secretaria Estadual de Saúde

Poeta Ray Lima

Léo Alves e Berg Bezerra

Os funcionários sem entender nada daquela invasão

Junio Santos

Saída da Secretaria
No Rio de Janeiro:

Bate papo na casa do Mestre Amir Haddad




No Teatro Carlos Gomes: Durante o primeiro Congresso da Universidade Popular de Arte e Ciência do Rio de Janeiro
Jardeu, Victor, Berg e o Médico e Cientista Vitor Pordeus idealizador do evento

Jardeu, Léo, Berg e o ator Carioca Bruno Souza

Ray Lima e Junio Santos em suas poesias

No Largo do Machado: Espetáculo "O Casaco de Urdemales"

Momento de preparação

Artistas populares fazendo parte da festa

Foquito

Junio Santos
Os palhaços das cidades de Umarizal Jardeu Amorim (Gravatinha), Léo Alves (Ruivão) e Victor Miranda (Bole-Bole) e de Janduís Brg Bezerra (Espeto) e Diego Tavares (Muganga) fizeram na quarta - feira  dia 13, às 18:00hs intervenções pelas ruas do centro do Rio de Janeiro, na rua Uruguaiana localizada no Largo da Carioca com apresentações de reprizes de palhaços, poesias e venda de cordéis. 

Jardeu como Pedro Malasartes




Ontem dia 12, às 18:30hs na praça o largo do machado no centro do Rio de Janeiro, foram apresentados  os espetáculos O Casaco de Urdemales e o Poemia do Mundo junto com alguns artistas da cidade como o grupo OFF SINA de teatro e circo com os atores Richard Riguetti e sua esposa Lílian Moraes palhaço Café Pequeno e palhaça Currupita respectivamente, e o poeta Popular, cordelista e embolador de côco Edimilson Santini que fizeram as honras da cidade para todos, apresentando e finalizando a noite na cidade maravilhosa. 


São nossas Artes Públicas de Rua: 


Jardeu como Foquito, Berg como Tikin e a presença do dono da praça

Léo como Berico e o mesmo popular

Jardeu como Zé Pavão, Léo e Diego como seus eleitores

Zé Pavão e Berg como Pedro Malasartes
Jardeu e Léo como Beatriz e Pedro Malasartes


Poeta Edimilson Santini

Palhaço Café Pequeno

Palhaça Currupita


Tivemos ainda as presenças das pessoas mais importantes da cultura brasileira: O POVO, como vocês puderam perceber nas fotos ele é o verdadeiro artista de rua vivendo ali todos os dias fazendo o seu show e quase nunca é visto, entrando no decorrer dos espetáculos, interferindo quando necessário e mostrando o seu valor para todos, pois sabe que ao acabar a apresentação tudo voltará ao normal e só na próxima temporada poderá se apresentar novamente.  

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