Olhem só o que encontrei no blog de um amigo meu(http://anibalmascarenhas-filho.blogspot.com), um texto que escrevi há anos. confiram!

Autor: Joelson de Souto


foto da internet
Acho que a maioria das coisas ruins que acontece comigo deve ser piada divina, provavelmente funciona assim: acontece qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, aí faço piada disso, conto, aumento, minto, repito, problematizo uma besteira que não merecia o mínimo de atenção, ridicularizo a vida, o povo, o amor, o humor...ganho dinheiro com isso, recebo elogios, críticas, saio em jornal, revista, na boca das pessoas, viro poeta, literato, jornalista, cronista, mista, simplista, anti socialista...Egoísta...Ridículo... pois é, Deus não gosta que “tirem onda” com as coisas dele...
Mas não é hora para lamentações, é hora de pensar em bêbados e ratos, em palavras e agressões, em mentiras e Tartarugas Ninjas:
Pois bem, há dois anos atrás mudei de endereço mais uma vez. Era uma casa, até que enfim, já que depois que saí de umarizal só havia morado em poleiros e essa era tudo que eu queria. Tinha um pé-de-manga magnífico, parecido com um que há no quintal da casa dos meus pais, bem em frente à porta da rua. Era cada manga que chega o chão tremia quando uma despencava lá de cima. Mas feita a mudança, sobra o lixo, e como a casa havia ficado muitos dias sem morador algum, a base do lixo era folha e manga. Deixamos tudo arrumado na calçada esperando a coleta do dia seguinte. Estava quase anoitecendo e já era hora de me arrumar para ir à Faculdade...Começo de semestre, rever os amigos, os mestres e, é claro, tomar uma no barzinho em frente à universidade (não poderia quebrar uma tradição que perdura há anos na UERN).
Banho tomado, cabelo secando ao vento, camisa velha da Cumade Cristina, e lá vou eu no Boa Vista lotado. Alguém mexeu comigo, mas não lhe dei atenção. Pensava na minha casinha, no meu quarto novo, minha rede e minha guitarra a me esperar...
(...)
Na aula: tudo normal. No corredor: tudo normal. Na escada: tudo normal. No bar tudo “massa”... Caso eu não tivesse perdido o ônibus, mas sem importância, pegar carona também é tradição na UERN, fui até o centro e de lá segui o resto do caminho a pé, uma caminhada danada, tanto que quando cheguei perto de casa tava tontinho (estava com fome, havia bebido e caminhado muito), mas a única coisa inesperada que aconteceu foi quando cheguei em frente ao portão da casa nova e vi, em cima das sacolas das mangas podres, um Rato! Espera aí, rato é bondade minha, aquilo era quase uma capivara! Não bastasse o susto que me dera só com sua presença, o roedor ergueu-se sobre as duas patas traseiras e ficou empezinho (ratos ficam em pé, sim senhor!). Eu achei que era desaforo de mais e já ia bater o pé para espantá-lo, mas eu, como homem que sou, subestimei a coragem do meu, agora, oponente... Quando bati o pé no chão ele fechou as mãozinhas como um bom boxeador e olhou para mim, bem no fundo dos meus olhos de ébrio (apesar de ser bem maior que ele tive a nítida impressão que fui olhado de cima para baixo), senti-me humilhado e tive medo quando aquele “rato” com pose de George Foreman abriu uma meia boquinha e mostrou apenas um meio sorriso de escárnio, como se estivesse me achando fraco e me chamando para a briga com a certeza de que sairia vencedor. Porém, eu reagi! Tirei a apostila dobrada de dentro do bolso lateral do bermudão e como se sacasse uma arma mortal fiz pose de lutador e com toda coragem do mundo disse com uma voz de bêbado retardado: REAJA, MESTRE SPLINTER! Esse momento foi mágico o ratão murchou num instante, baixou a vista, desceu da sacola de lixo, entrou na vala de esgoto e correu... Logo mais adiante parou, olhou para traz, riu de mim, balançou a cabeça, deu as costas e sumiu...
Deveria ter deixado aquela criatura em paz assim que cheguei... Com minha arrogância de homem, que tudo posso, que tudo faço, menosprezei uma criatura que vive nos esgotos da cidade, alimentando-se das nossas sobras, um dos mais degredados viventes da natureza... E fui menosprezado...
Ele, 40 anos, executivo, senta-se na poltrona do avião com destino a New York e maravilha-se com uma deusa sentada junto à janela. Após 15 minutos de vôo, ele não se contém:

- É a 1ª vez que vai a New York?
- Não, é uma viagem habitual.
- Trabalha com moda?
- Não, viajo em função de minhas pesquisas. Sou sexóloga.
- Suas pesquisas dedicam-se a quê?
- No momento, pesquiso as características do membro masculino.
- A que conclusão chegou?
- Que os Índios são os portadores de membros com as dimensões mais avantajadas e os Árabes são os que permanecem mais tempo no coito. Logo, são eles que proporcionam mais prazer às suas parceiras. Desculpe-me, senhor... eu estou aqui falando, mas não sei o seu nome...
- MUITO PRAZER, Mohammed Pataxó!




POR JOELSON DE SOUTO
Dando continuidade aos momentos poéticos e as parcerias com nossos amigos de outros blogs, vai aí outra boa história.


foto da internet
O CASAMENTO DOS DOIDO

Meu primo doido contou que tem um doido casado com uma prima dele, doida, fia de um véio adoidado E os dois numa maluquice inventaro uma doidice mais antes de endoidecer o doido foi se adoidando e a doida tá esperando um doido novo nascer.

A famia toda é doida, Doida avó, doido o avô. Um doido, dixe outro doido que outro doido contou, que um doido morreu de doido que outro doido matou.

Eu mermo sou meio doido, tão doido que me confundo Lá in casa tudo é doido, doido Zé, doido Raimundo. Doido branco, doido preto, doido limpo, doido imundo, Dois doido tomando banho um no raso, outro no fundo, quem não for doido bem doido endoidece num segundo, não conheço doido certo nem mermo doido profundo, tem doido que é tão doido que de doido, é vagabundo. Doido de hoje e de ontem num tem mais doido que conte os doido que tem no mundo.

Esse doido que casou com essa doida, também diz que é doido por a doida, que a doida é quem lhe qué bem, doido ele, doida ela, doido vai e doido vem, que é doido e não tem juízo que a doida também num tem, que a doidice é dele e dela e ele num troca ela pela doida de ninguém.

Quando a doida beija o doido, o doido acende o estrovo a doida convida o doido pra sair do meio do povo, o doido sente um cansaço, a doida manera o passo, passa a mão no espinhaço toda noite, é um abraço todo ano, um doido novo.

Fonte: http://www.ciafilhosdosolrn.blogspot.com/


(Pedro Bandeira) Poeta e Repentista.
Poema extraído do blog: http://www.alexandreteatro.blogspot.com/

postado por Jardeu Amorim
Por Marcelo Militão - Grupo TIA de Teatro da cidade de Canoas - RS


Palhaço Stripulia  (Marcelo Militão) do Grupo TIA
...Se dá pela liberdade, pelo posicionamento e enfrentamento que propõe. A rua não tem dono, o que define o ator da rua é a relação com o público, nada mais. O chapéu é sua remuneração, a mais sincera e singela, a rua é o palco mais legítimo, o ator na rua está na corda bamba, se não domina os elementos... não dá para correr para a coxia. O ator da rua transforma e convenciona tudo, inclusive seu palco. A rua pode ser tudo, é um lugar de trânsito de energia e acontecimentos muito fortes. As manifestações culturais mais fortes são na rua, As rodas de capoeira mais tradicionais são na rua, o carnaval de rua, o hip hop, o rap, o grafite, as comemorações religiosas... Quando o povo quer protestar vai para a rua. Por isso ficamos “de cara” quando espetáculos que tem toda independência e autonomia precisam pedir uma autorização para apresentar-se na rua.Que é nossa, é de todos. Essa relação é da rua, com o artista, com o povo e não de um terceiro, da burocratização.

Existem locais ainda, onde não é tão simples apresentar, devido ao grau de hostilidade presente na comunidade,devido ao “escanteamento” social que sofrem e de uma relação mais ausente ou inexistente que o teatro representa para essas pessoas. Então, tem toda uma relação a ser construída, estabelecida entre público e artista, e a rua como via. Não é uma autorização, um papel, que te dá essa segurança, essa comunicação.

Outro dia, no meio de uma apresentação, em um parque próximo do centro da cidade, duas gangues resolveram disputar espaço no mesmo local, data e hora do nosso espetáculo, eles chegaram depois do teatro já ter iniciado, ou seja, a rua cobra suas necessidades.
 *Marcelo Militão TIA

Texto retirado do blog: grupotiateatro.blogspot.com

Postado por Jardeu Amorim
Na noite desta quarta- feira na casa de cultura popular a Cia. Arte e Riso se reuniu para dar início aos trabalhos em 2011. Na ocasião foram feitos alguns repasses e discutido reformulações no espetáculo “O Maníaco do Prato” que agora passará por um processo de rodízio entre os componentes, e ainda marcado o calendário de encontros para ensaios. Também foram propostas algumas idéias no intuito de arrecadar recursos para o XXX Escambo que acontecerá em Abril na cidade de Janduís/RN. Já os outros dois espetáculos “Amor Rima com Riso” e “Quem Aposta Come Brocha” que a Cia. pretende trabalhar esse ano ficou para ser trabalhado na próxima semana quando alguns componentes que fazem parte dos mesmos retornarem a cidade para dar início a suas montagens.
Postado por Jardeu Amorim

MOMENTO POESIA

Vamos curtir mais uma bela poesia que retrata bem o nosso interior, só que sem a seca e sem a fome, e sim, com muita arte e resistência que é a marca de todos nós nordestinos.

Essa foto é nossa visão do sertão: 


Meus versos inda são do tempo
Que as coisas eram de graça:
Pano medido por vara,
Terra medida por braça,
E um cabelo da barba
Era uma letra na praça.

Já tive muito prazer,
Hoje só tenho agonia!
Não sinto porque sou cego,
Eu sinto é falta do guia!
Quando mamãe era viva,
Eu era um cego que via!

Uma morrinha no gado
É derrota em fazendeiro,
E um cavalo ruim
Derrota dum vaqueiro!
A derrota do país
É dever no estrangeiro!

Fui moço, hoje estou velho!
Pois o tempo tudo muda!
Já fui um dos cantadores
Chamado Deus nos acuda ...
Este que estão vendo aqui
Foi Zé Duda do Zumbi!
Hoje Zumbi do Zé Duda!

Fonte: jataovaqueiro.blogspot.com

Postado por Jardeu Amorim
foto da internet

Depois de alguns anos sem fazer apresentações na festa do padroeiro de São José em umarizal, a Cia. Arte e Riso está confirmada para as festividades desse ano, que acontecerá entre os dias 12 e 19 de março. O dia da apresentação será no dia 14 (segunda-feira) após a celebração, noite da pastoral da criança.
Convidamos toda a população para participar da Festa de São José 2011.

Estaremos lá.

Postado por Jardeu Amorim

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